Do Azteca ao Mundo: Como a Música Mexicana, Liderada pelos Corridos Tumbados, Conquista os Charts Globais

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Em um momento em que o México brilha nos holofotes da Copa do Mundo, sua vibrante cena musical, com o fenômeno dos corridos tumbados, emerge como uma força cultural imparável, cativando audiências em todo o planeta.

⏱️ Em 5 segundos:

  • A música mexicana, com destaque para os corridos tumbados, vive um auge global, coincidindo com a Copa do Mundo.
  • Artistas como Peso Pluma e Fuerza Regida lideram as paradas mundiais, misturando tradição com influências de trap e hip-hop.
  • O gênero, apesar de polêmicas sobre suas letras, demonstra uma capacidade única de transcender fronteiras e cativar o público jovem.
  • Grandes nomes como Natanael Cano, Carín León e El Bogueto consolidam a diversidade e o impacto da nova onda musical do México.

Enquanto os olhos do mundo se voltam para o México como um dos palcos da Copa do Mundo, há outra vibração que ecoa forte do país: a música. Longe dos gramados, a cena musical mexicana está em seu auge global, impulsionada pelo fenômeno dos corridos tumbados. Este gênero autêntico, que mistura tradição e modernidade, está redefinindo o som latino e conquistando ouvintes de todas as partes, desde o icônico Estádio Azteca até os mais disputados charts de streaming.

A cerimônia de abertura da Copa no México já deu um vislumbre da riqueza musical do país, com performances que variaram do rock do Maná à cumbia dos Los Ángeles Azules. Contudo, a verdadeira revolução sonora vem dos corridos tumbados. Nascido por volta de 2019, este estilo é uma fusão do tradicional corrido de figuras como Los Tigres del Norte e Chalino Sánchez com elementos de trap e hip-hop. Natanael Cano é amplamente creditado por acender essa chama, que rapidamente se espalhou, criando uma nova geração de estrelas.

Hoje, o regional mexicano alcançou um status comparável ao sertanejo ou funk no Brasil, tornando-se um pilar do mainstream nacional e expandindo sua influência global. Impulsionados por plataformas como TikTok e serviços de streaming, nomes como Peso Pluma figuram entre os mais ouvidos do planeta. Apesar do sucesso estrondoso, o movimento também enfrenta controvérsias internas, principalmente devido às letras que frequentemente abordam temas ligados ao narcotráfico, gerando campanhas oficiais de repúdio. Abaixo, destacamos os principais nomes que estão ditando o ritmo da música mexicana em 2026:

Os Gigantes da Música Mexicana em Alta

Fuerza Regida

Liderada por Jesús Ortiz Paz, a Fuerza Regida se destaca como um dos projetos mais ouvidos do México nas plataformas de streaming. Embora tenha surgido em San Bernardino, Califórnia, o grupo personifica a música mexicana produzida na diáspora chicana, entregando uma sequência de corridos tumbados com toques urbanos, como em “TU SANCHO” e a colaboração “Una Cerveza” com o colombiano Manuel Turizo.

Peso Pluma

Hassan Emilio Kabande Laija, mais conhecido como Peso Pluma, é o rosto global do gênero. Nascido em Zapopan, Jalisco, ele foi o primeiro artista mexicano a liderar o Top Global do Spotify com “Ella Baila Sola”, e em 2023, foi o artista mais assistido do mundo no YouTube. Após um breve hiato em 2025, retornou em 2026 com “DINASTÍA”, um álbum em parceria com seu primo Tito Double P, e uma ambiciosa turnê mundial.

Tito Double P

Primo de Peso Pluma e também de Jalisco, Tito Double P fez a transição dos bastidores para os holofotes. Com faixas de sucesso como “ME VALE V” e “PASE Y PASE”, ele solidifica seu nome na cena. A colaboração no álbum “DINASTÍA” com seu primo é uma prova de que a família se tornou uma verdadeira usina de produção de corridos tumbados.

Neton Vega

De La Paz, na Baixa Califórnia Sul, Luis Ernesto Vega Carvajal, ou Neton Vega, é a grande revelação do momento. Iniciou sua carreira como compositor, mas logo se tornou cantor, alcançando o topo das paradas mexicanas com “Nalguita y Teta”. Sua capacidade de transitar do corrido para o reggaeton em “Loco” sem perder público demonstra a fluidez e adaptabilidade da nova cena musical.

Natanael Cano

Originário de Hermosillo, Sonora, Natanael Cano é considerado o pai do corrido tumbado. Foi ele quem, por volta de 2019, realizou a fusão inovadora do corrido com o trap, pavimentando o caminho para todos os artistas que vieram depois. Ele permanece ativo e relevante com sucessos como “Madonna” e “Perlas Negras”, e continua no centro dos debates sobre as letras que abordam o narcotráfico.

Carín León

Outro talento de Hermosillo, Carín León funciona como uma ponte entre o regional mexicano e o cenário musical global. Sua versatilidade o permite transitar do norteño à balada romântica. Ele já gravou com o colombiano Maluma em “Según Quién” e levou o som mexicano a palcos renomados como o Coachella, além de fazer incursões no country americano. Carín representa a faceta mais sofisticada e elegante do gênero.

El Bogueto

Da Cidade do México, El Bogueto é um dos nomes proeminentes do reggaeton mexa, uma vertente urbana que ganha força ao lado dos corridos. Com uma parceria com o brasileiro Pedro Sampaio, e hits como “Cuando No Era Cantante” e seu remix com Anuel AA e Fuerza Regida, ele demonstra como o “perreo” ganhou sotaque mexicano e conquistou seu espaço nas paradas.

Macario Martínez

Para mostrar que a diversidade musical do México vai muito além dos corridos, temos Macario Martínez. Varredor de rua na capital, ele viralizou no TikTok com “Sueña Lindo, Corazón”, levando o huapango, o folk e um toque de rock para o streaming. Sua música chegou a ser incluída na lista de melhores de 2025 da Rolling Stone, provando a riqueza e a pluralidade da cena musical mexicana.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Peso Pluma, com ‘Ella Baila Sola’, foi o primeiro artista mexicano a alcançar o topo do Top Global do Spotify e foi o artista mais visto do mundo no YouTube em 2023?


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