Doce Maravilha 2026 divulga horários e promete encontro de gerações no Rio

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Quarta edição do festival acontece entre 7 e 9 de agosto no Jockey Club Brasileiro, com curadoria de Nelson Motta e nomes como Caetano Veloso, Emicida e Raimundos

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Quarta edição do Doce Maravilha acontece de 7 a 9 de agosto no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro
  • Programação conta com shows de Caetano Veloso, Emicida, Os Paralamas do Sucesso, Raimundos, Fresno, Maria Bethânia e outros
  • Curadoria fica por conta de Nelson Motta, que também comanda um DJ set durante o festival

O Doce Maravilha finalmente revelou a grade horária completa de sua quarta edição, e o que está no cartaz é uma declaração ousada de intenções: mais do que simplesmente reunir artistas no mesmo cartaz, a curadoria de Nelson Motta parece construir uma ponte deliberada entre gerações, estilos e movimentos que marcaram a música brasileira nas últimas décadas. Entre 7 e 9 de agosto, no Jockey Club Brasileiro, na Gávea, o festival promete ser um dos eventos mais relevantes do calendário carioca — e uma prova de que a cena musical nacional ainda tem muito a dizer quando se permite misturar o que a indústria costuma separar com rigidez.

A edição 2026 escala nomes de peso que vão desde o rock raiz dos Raimundos — que neste ano celebram uma parceria especial com Charlie Brown Jr., reunindo Thiago Castanho e Marcão Britto no palco — até Caetano Veloso, que fecha o festival em grande estilo ao lado de Emicida, em um encontro que promete cruzar MPB e rap com a mesma ousadia que define a carreira do baiano há mais de sessenta anos. O Fresno, por sua vez, comemora dez anos do álbum ‘A Sinfonia de Tudo que Há’ com uma apresentação especial ao lado da Nova Orquestra, enquanto Os Paralamas do Sucesso sobem ao palco para tocar na íntegra o clássico ‘Selvagem?’, celebrando quatro décadas de um disco que mudou o cenário do rock nacional.

Mas a força do Doce Maravilha 2026 não está apenas nos nomes consagrados. A programação traz projetos que escapam do óbvio: Maria Bethânia sendo convidada por Paulinho da Viola, Sandra Sá revisitando seu álbum de estreia de 1986, e Leci Brandão dividindo palco com Rappin’ Hood — uma conversa entre a velha guarda do samba e a nova geração do hip hop carioca que, por si só, já vale o ingresso. Ademais, o festival conta com três palcos simultâneos — Bradesco, Corona e Deezer — que operam em horários sobrepostos a partir do sábado, permitindo ao público uma experiência mais fluida e sem a frustração de ter que escolher entre dois shows imperdíveis.

Sob a ótica curatorial, a proposta de Nelson Motta é clara e bem executada no papel: criar tensão harmônica entre opostos que, na prática, se completam. A ideia de um DJ set ultra dançante de música brasileira, comandado pelo próprio curador ao lado de Lou Cascudo, sinaliza que o festival não se entrega ao formato estático de shows sequenciais — há uma ambição de criar atmosfera, de fazer o público se mover entre gerações tanto musical quanto fisicamente. É uma abordagem que lembra a melhor fase dos grandes festivais de verão europeus, mas com a identidade inconfundível da nossa cena.

Fora da música, o Doce Maravilha 2026 também reforça compromissos que já não são opcionais para eventos desta magnitude: acessibilidade com intérpretes de Libras, áreas adaptadas e banheiros inclusivos; sustentabilidade com gestão de resíduos e reaproveitamento de materiais; e impacto social como eixo estruturante. Para Luiz Guirrema Niemeyer, da Bonus Track, esta evolução reflete uma maturidade do projeto — ‘a curadoria com shows inéditos e projetos exclusivos’ ganha contornos cada vez mais definidos a cada edição, transformando o festival de uma novidade sazonal em uma referência cultural.

Olhando para frente, a divulgação dos horários e a abertura das vendas pelo Ingresse — com ingressos a partir de R$ 168 na meia-entrada e opções de parcelamento em até 12 vezes — indicam que o Doce Maravilha está consolidando uma base de público fiel e disposta a pagar por uma experiência diferenciada. A pergunta que fica é: com uma grade tão densa e um curador tão engajado em quebrar barreiras entre gêneros e gerações, a quarta edição conseguirá superar a terceira e se estabelecer definitivamente como um dos pilares do festivalismo brasileiro? Os indícios apontam para o sim.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Nelson Motta, além de curador do festival, também será DJ nos dois dias de palco principal com o projeto ‘Noites Tropicais DJ Set’, unindo sua tradição como crítico musical à performance ao vivo?


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— Douglas W.