HALO chega a Campos do Jordão e redefine experiência imersiva na música eletrônica brasileira

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O domo criado pela BE ON estreou no S.O.M Festival em Trancoso e agora desembarca no Haras Itapeva com um lineup que passa por Maz, Illusionize e a despedida da Warung Tour na cidade.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • halo, dome imersivo da BE ON, estreou no S.O.M Festival em Trancoso e agora desembarca em campos do jordão durante o Feriado de corpus christi.
  • Três festas entre 4 e 6 de junho no Haras Itapeva contam com Maz, Illusionize e a despedida da Warung Tour na cidade.
  • A ativação da Heineken propõe uma experiência sensorial 360° onde tecnologia, natureza e design se encontram para redefinir o conceito de festa imersiva no Brasil.

Um domo que muda tudo: a experiência imersiva que está redefinindo o conceito de festa eletrônica no Brasil

Se existe uma palavra que resume o que o HALO representa para a cena eletrônica brasileira nos dias de hoje, é evolução. Depois de causar impacto na estreia no S.O.M Festival, em Trancoso (BA), o dome imersivo criado pela BE ON agora desembarca em Campos do Jordão durante o feriado de Corpus Christi para provar que a experiência sensorial na música eletrônica vai muito além da pista de dança. O projeto, que nasceu como uma ativação da Heineken, propõe uma fusão rara entre tecnologia de ponta, natureza e design — tudo isso dentro de uma estrutura 360° que envolve o público em uma jornada onde som, luz e percepção se fundem em um único momento.

HALO chega a Campos do Jordão e redefine experiência imersiv

O que torna essa estreia em Campos do Jordão ainda mais estratégica é o contexto. A cidade, no interior paulista, já se consolidou como um dos principais polos de entretenimento do país durante o feriado de Corpus Christi, atraindo públicos de diferentes regiões e uma agenda cultural intensa. Dentro desse cenário, o HALO não chega como mais uma atração — chega como um statement. A escolha do Haras Itapeva, um dos espaços mais amplos e estruturados da região, com sua localização em meio à natureza, não é coincidência: é a materialização de uma proposta que entende que o ambiente em volta da festa é tão importante quanto a música que toca dentro dela.

A programação de três dias, que acontece entre 4 e 6 de junho, reflete uma curadoria pensada para cobrir diferentes vertentes da música eletrônica brasileira. Na quinta-feira, Maz — um dos nomes mais respeitados da cena nacional e que recentemente conquistou uma residência em Ibiza — comanda um long set especial com DJs convidados como Badaro, Riascode e N.A.S.S.I. Na sexta, a GoodTimes, label party criada por Illusionize, traz sua proposta de house music vibrante e atmosfera positiva, reunindo nomes como Guss, Edu Poppo e LIAME. E no sábado, a Warung Tour chega ao seu último capítulo em Campos do Jordão após mais de uma década de trajetória na cidade, celebrando um dos clubs mais icônicos do Brasil com o projeto Ruback, dos irmãos gêmeos Dubdogz, que vem conquistando destaque internacional com seu techno melódico.

O formato em domo do HALO não é apenas estético — é funcional. Estruturas similares já são utilizadas em grandes festivais internacionais, como o Burning Man e o Ultra Music Festival, mas sua chegada a um evento no Brasil com essa proposta integrada representa um avanço significativo. A capacidade de potencializar som, luz e percepção em um espaço 360° cria uma intimidade que grandes arenas tradicionais raramente conseguem oferecer. Para uma cena que nos últimos anos tem buscado se diferenciar e evoluir além do formato ‘DJ na cabine, público na frente’, o HALO entrega exatamente isso: uma nova gramática para a experiência de festa.

A parceria com a Heineken também merece uma leitura mais atenta. A marca, que há tempos investe no universo da música eletrônica globalmente, encontrou no HALO uma forma de ativação que vai muito além do patrocínio tradicional. Ao criar um ambiente imersivo inspirado no brilho que envolve a estrela da marca — e ao posicionar esse conceito dentro de um contexto de natureza e tecnologia —, a cervejaria demonstra que entende o que o público jovem valoriza hoje: experiências autênticas, instagramáveis e, acima de tudo, sensoriais. É um modelo que outras marcas e produtores devem observar de perto nos próximos meses.

Olhando para frente, o que a passagem do HALO por Campos do Jordão sugere é que o Brasil está pronto para absorver e adaptar formatos imersivos que já funcionam em escala global. A recepção do público, os números de vendas e a repercussão nas redes sociais durante o fim de semana serão indicadores importantes de se esse modelo pode se tornar uma recorrência no calendário nacional de eventos. Se o S.O.M Festival em Trancoso foi o teste, Campos do Jordão é o próximo passo — e promete ser um salto. A cena eletrônica brasileira está, aos poucos, construindo sua própria identidade quando o assunto é experiência ao vivo, e o HALO é mais um capítulo dessa construção.

— Douglas W.