Ivete Sangalo confirma domínio absoluto no Rock in Rio com 19ª participação

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A cantora baiana é a artista que mais vezes subiu ao palco do festival, superando nomes lendários do rock mundial — e sua história com o evento é tão fascinante quanto suas performances.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Ivete Sangalo é a artista com mais participações na história do Rock in Rio, totalizando 19 edições até 2024 e retorno confirmado para 2026.
  • A cantora baiana superou nomes como Iron Maiden, Queen e Metallica no número de apresentações no festival.
  • Em entrevista à Billboard Brasil, Ivete reflete sobre a evolução de sua carreira e a relação com novas gerações de público.
  • Rock in Rio se reinventou ao longo das décadas, mas Ivete permanece como figura central de sua identidade.

A ironia é quase poética: o Rock in Rio tem rock no nome, mas a artista que mais pisou em seu palco não é roqueira. Ivete Sangalo, baiana de axé e pop, acumula 19 participações no festival até 2024 — número que supera lendárias bandas como Iron Maiden, Guns N’ Roses, Queen, Metallica e até os heróis nacionais do Sepultura. E para 2026, ela retorna. Não se trata de coincidência, mas de uma relação construída com a mesma energia contagiante que a consagrou nos palcos por todo o Brasil.

A trajetória de Ivete no Rock in Rio começou em 2004, quando ela já era uma estrela consolidada no cenário nacional, mas ainda construía sua presença no cenário internacional. Naquela mesma época, o próprio festival dava os primeiros passos para expandir sua atuação além do Rio de Janeiro, rumo a Lisboa, Madri e Las Vegas. Duas marcas em ascensão que, ao longo de mais de duas décadas, cresceram lado a lado. O festival se transformou de um encontro massivo de bandas de rock em uma plataforma ampla de música, entretenimento e experiências culturais — e Ivete estava lá para cada uma dessas transformações, literalmente.

Em entrevista à Billboard Brasil, Ivete Sangalo não esconde a gratidão pelo papel que o festival teve em sua trajetória. “O Rock in Rio tem uma responsabilidade grande no sucesso da minha carreira. É um palco que revolucionou mesmo as nossas histórias da música brasileira, define a cantora, que acrescenta: “É um palco que revolucionou mesmo as nossas histórias da música brasileira. Então a minha relação é de alegria, gratidão e de sede de subir no palco”. E essa palavra — sede — parece ser o motor que mantém a relação viva. Não é obrigação, não é contrato: é vontade genuína de estar ali, mesmo quando o evento muda de cidade, de formato e de público.

O que torna a presença de Ivete no Rock in Rio ainda mais notável é o desafio inerente de se apresentar em um festival. Diferente de um show solo, onde a plateia existe exclusivamente para a artista, no festival uma parcela significativa do público chega por conta de outros nomes no line-up. Transformar um espaço desenhado para dezenas de milhares de pessoas em uma extensão do próprio universo artístico exige uma habilidade rara: a de conquistar até quem veio por outro motivo. E Ivete faz isso com uma consistência que pouquíssimos artistas no mundo conseguem manter ao longo de tantas edições.

Olhando pelo viés da evolução artística, a conversa revela uma mulher que, apesar de tantas décadas no topo, mantém uma curiosidade impressionante. Ao ser questionada sobre novas gerações, Ivete destaca que “a música é atemporal” e que o Rock in Rio promove o contato genuíno entre públicos jovens e referências que eles ainda não conheciam. É uma visão que ecoa o que a cena eletrônica também defende: a ideia de que festivais são laboratórios culturais, não apenas mercados de entretenimento. Sua admiração por artistas como Stevie Wonder e Travis Scott — mencionadas com entusiasmo genuíno — mostra uma abertura que transcende gêneros e gerações. E seu projeto Ivete Clareou, mergulhando no samba e no pagode, prova que mesmo uma artista de três décadas de carreira ainda enxerga caminhos por explorar.

A presença massiva de Ivete Sangalo no Rock in Rio também levanta uma reflexão importante sobre como os grandes festivais brasileiros tratam seus artistas nacionais. Segundo a própria cantora, o festival sempre encontrou maneiras de prestigiar talentos brasileiros mesmo diante das exigências do mercado internacional. Nomes como Cazuza, Moraes Moreira, Carlinhos Brown, Kid Abelha e Paralamas tiveram espaço garantido — e essa tradição continua sendo um diferencial do evento em relação a outros grandes festivais globais. É uma postura que merece ser reconhecida, especialmente em um momento em que a indústria musical global ainda luta para valorizar adequadamente seus próprios artistas.

O que o futuro reserva para essa relação entre Ivete e o Rock in Rio? Se a história até aqui é algum indicador, podemos esperar muitas mais edições. A artista que já se tornou sinônimo do festival tem tudo para continuar sendo sua maior referência — não apesar de não ser roqueira, mas justamente por provar que a música ao vivo transcende rótulos. E se ela mesma pudesse voltar no tempo para orientar a jovem Ivete de 2004, provavelmente diria para aproveitar cada momento, porque o futuro, como ela mesma definiu, “é sempre delicioso”.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Ivete Sangalo estreou no Rock in Rio em 2004, ano em que o festival ainda se consolidava como referência internacional — e que desde então, nenhuma outra artista conseguiu igualar sua presença constante em edições do evento, incluindo as expansões para Lisboa, Madri e Las Vegas?


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— Douglas W.