Leo Janeiro e Simo Not Simon prometem agitar o Rock in Rio 2026 em parceria histórica

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Dupla conversa com Billboard Brasil sobre amizade de cinco anos, cena eletrônica nacional e planos além do festival

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⏱️ Em 5 segundos:

  • leo janeiro e simo not simon sobem juntos ao palco new dance order no dia 7 de julho
  • Dupla lança série documental ‘Road to rock in rio‘ mostrando bastidores da preparação
  • Simo vive estreia no festival; Leo celebra 30 anos de carreira e múltiplas passagens pelo evento
  • Conversa aborda protagonismo da cena eletrônica brasileira e diálogo entre gerações

O Rock in Rio 2026 reserva para o dia 7 de julho uma das apresentações mais simbolicamente carregadas do palco New Dance Order. Leo Janeiro e Simo Not Simon sobem juntos aos decks, e não se trata de mais uma dupla casual de festival — é o encontro de duas gerações que carrega cinco anos de amizade, mentoria mútua e uma conexão que transcende o palco.

Desde o anúncio do line-up, a dupla vem publicando todo dia 7 do mês os episódios da série “Road to Rock in Rio”, documentando a preparação para o show. A ideia, segundo Leo, nasceu da vontade de mostrar um lado pouco visto da parceria: “A gente estava pensando em fazer algo meio diferente, que pudesse mostrar um pouco da nossa conexão fora do palco.” O resultado, editado por uma equipe formada em boa parte por amigos pessoais, tem sido orgânico e cuidadoso.

Para Leo Janeiro, a data marca três décadas de carreira e mais uma vez no maior festival do país — ele perdeu a conta de quantas vezes subiu ao palco do Rock in Rio, entre apresentações solo, com seus projetos e em back to backs. “Pra mim é uma honra estar fazendo de novo essa parceria com o Simo. Às vezes eu até aprendo mais com ele do que ele comigo”, disse. Para Simo Not Simon, porém, é estreia no festival — e a primeira vez no maior palco de sua vida. “Vai ser um desafio muito grande, que vai me testar muito como artista e como ser humano”, confessou.

A conversa entre os dois atravessou o tema do diálogo entre gerações na cena eletrônica. Simo vê abertura, mas também um desafio: o excesso de estímulos digitais dificulta a formação de gosto musical aprofundado nos mais jovens. “É muito difícil você chegar e conseguir realmente absorver uma coisa só. Acho extremamente importante desenvolver um gosto a partir de uma coisa só”, afirmou, citando o TikTok como parte do problema — sem deixar de reconhecer o talento da nova geração.

Rock in Rio 2026 registra a maior presença de DJs brasileiros no New Dance Order desde a criação do espaço, em 2001. Leo traçou um panorama que começa na Bossa Nova dos anos 60, passa pelas bandas dos anos 70 e 80, e chega aos pioneiros da eletrônica nacional — Marky, Mau Mau, Renato Cohen, Anderson Noize e Gui Boratto. “Esses DJs ajudaram demais a construir esse caminho que hoje tem uma galera trilhando”, disse. Simo reforçou ao citar nomes como Rick Amaral, presença constante no Universo Paralelo, provando que o festival agrega tanto o mainstream quanto o underground.

Além do Rock in Rio, a parceria já rendeu apresentações na D-Edge em São Paulo e uma faixa inédita. Os dois projetam sets mais longos e intimistas em clubes, onde a espontaneidade reine. “Espero muito ter vários momentos com o Leo de chegar num clube, num formato mais intimista, com sistema de som, em que ele dê o play e eu não tenha a menor ideia do que vou tocar — a gente cria uma história musical ali”, descreveu Simo. Porque no fim, como resumiu Leo: “O que mais faz a pessoa gostar de um DJ é a capacidade de surpreender o público — é o número um.”

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Simo Not Simon conheceu Leo Janeiro quando gravava o programa de sets ‘Radar Pirajá’ no YouTube, e Leo foi o primeiro convidado da série?


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— Douglas W.