A cantora brasileira subiu ao palco The Great Library ao lado do duo Kris Kross Amsterdam e estreou ‘My Oh My‘, parceria com Willy William, diante de um público de mais de 200 nacionalidades.
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⏱️ Em 5 segundos:
- Luísa Sonza estreou no Tomorrowland Bélgica no palco The Great Library, um dos mais importantes do festival
- A cantora se apresentou como convidada do duo holandês Kris Kross Amsterdam e estreou ‘My Oh My’ ao vivo
- A faixa é uma parceria com o produtor e cantor francês Willy William e nasceu de um encontro nos bastidores do Qmusic Awards
- Luísa afirmou estar honrada em representar o pop brasileiro em um festival global com mais de 200 países
- A apresentação marca um novo capítulo na carreira da artista, que cada vez mais se posiciona na interseção entre pop e música eletrônica
Luísa Sonza não apenas estreou no Tomorrowland Bélgica — ela chegou com a autoridade de quem já sabia exatamente o que estava fazendo. Nesta sexta-feira (24), a cantora brasileira subiu ao palco The Great Library, uma das atrações centrais do festival mais icônico de música eletrônica do planeta, para se apresentar ao lado do duo holandês Kris Kross Amsterdam. O motivo? A estreia oficial ao vivo de ‘My Oh My’, sua colaboração com o cantor e produtor francês Willy William, que une a energia do pop brasileiro à batida da cena eletrônica europeia. E foi mais do que uma simples participação: foi uma declaração de que o Brasil ocupa um espaço legítimo e cada vez mais sólido na programação dos grandes festivais globais.

The Great Library não é qualquer palco secundário. No Tomorrowland, os stages principais são cuidadosamente curados para refletir a identidade sonora de cada edição, e ocupar essa posição às 17h no horário local coloca qualquer artista no radar de milhares de pessoas que acompanham o festival tanto presencialmente quanto pela transmissão ao vivo. Para Luísa, que já vinha construindo uma trajetória de domínio do pop nacional com álbuns como ‘Pandora’ e ‘Brutal Paraíso’, esse passo representa uma progressão natural — mas não menos ousada — de uma carreira que se recusa a ficar confinada em uma única vertente.
A história da faixa em si é reveladora da maneira como conexões na indústria musical se transformam em oportunidades concretas. ‘My Oh My’ nasceu de um encontro casual entre Kris Kross Amsterdam e Willy William nos bastidores do Qmusic Awards, premiação da rádio neerlandesa. Ao buscar uma voz que completasse a produção com identidade e personalidade, os DJs olharam para Luísa — e a escolha faz todo o sentido. A cantora trouxe sua assinatura pop, com melodias marcantes e uma presença vocal que se adapta com fluidez a estruturas eletrônicas, sem perder a essência brasileira que a diferencia de qualquer outra voz no cenário internacional.
O que a estreia de Luísa no Tomorrowland significa, na prática? Significa que o pop brasileiro contemporâneo deixou de ser apenas um produto de exportação para se tornar um participante ativo na conversa global da música eletrônica. Nos últimos anos, vimos nomes como Anitta e Pabllo Vittar navegarem em territórios similares, mas Luísa parece estar construindo algo com uma consistência diferente — mais orgânica, menos instrumentada por estratégias de marketing puramente comerciais. A escolha de se apresentar num palco voltado à música eletrônica, e não num stage pop isolado, reforça essa leitura: ela não quer apenas figurar em lineups globais, quer ser parte da cena.
‘My Oh My’ entra nesse momento como uma faixa que ocupa um terreno fértil entre o big room house e o pop dançante contemporâneo, com production drops que dialogam diretamente com o que o público do Tomorrowland espera encontrar. A batida é direta, a melodia é grudenta e a voz de Luísa funciona como um elemento identificador imediatamente — algo que falta a muitas colaborações pop-eletrônicas que soam genéricas demais. Se a faixa ganhar tração nas rádios e playlists europeias, tem tudo para se tornar um dos nomes mais lembrados da temporada de verão no hemisfério norte.
Olhando para frente, o que se espera de Luísa Sonza após essa estreia é uma carreira internacional ainda mais consolidada, com possíveis novas colaborações com nomes do cenário eletrônico europeia e uma presença cada vez mais frequente em lineups de festivais. O Tomorrowland Bélgica não é um palco que se conquista em uma única noite — é um ponto de partida. E se a recepção do público e a repercussão nas redes sociais forem qualquer indicador, Luísa não apenas chegou: ela chegou para ficar. A pergunta que fica, agora, é qual será o próximo passo dessa artista que já não precisa mais provar que o pop brasileiro tem espaço no mapa global da música eletrônica — ele simplesmente já está lá.
💡 Você sabia que o Tomorrowland, realizado em Boom, na Bélgica, é considerado o maior festival de música eletrônica do mundo e recebeu mais de 400 mil pessoas em sua edição de 2024, com transmissão ao vivo para mais de 150 países?
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— Douglas W.


