Mad in Brazza estreia em São Paulo e confirma nova era do trap nacional

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Festival que nasceu no Paraná chega ao Novo Anhangabaú em agosto com Ty Dolla $ign no topo e uma geração de artistas brasileiros redefinindo os limites entre rap, funk e eletrônica

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Mad in Brazza chega a São Paulo no dia 9 de agosto no Novo Anhangabaú, após quatro edições no Paraná, com Ty Dolla $ign como atração principal
  • O lineup reúne WIU, Yunk Vino, Alee, L7NNON, Kayblack, Vulgo FK, 2ZDinizz, Derek, DJ Arana, MC Kako, Soh Lopez e Amabbi, além do canadense RealestK
  • A programação reflete a convergência entre trap, funk, R&B e música eletrônica, mostrando uma nova fase da música urbana brasileira

O Mad in Brazza não é apenas mais um festival de música urbana — é o sintoma mais claro de que a cena brasileira deixou de ser regional para se tornar um fenômeno de escala nacional. Depois de quatro edições consolidadas no Paraná, o evento estreia em São Paulo no dia 9 de agosto, no Novo Anhangabaú, com uma programação que coloca Ty Dolla $ign no topo do cartaz, mas é construída inteiramente sobre o que a nova geração brasileira de rap, trap e funk tem a dizer. A abertura dos portões, marcada para as 13h, promete transformar o centro histórico da capital paulista em um ponto de encontro entre vertentes que, até poucos anos atrás, mal se falavam.

Mad in Brazza estreia em São Paulo e confirma nova era do tr

Do Paraná para o Brasil: a expansão que muda o jogo

O Mad in Brazza nasceu como um projeto regional, mas a receptividade do público em Curitiba e arredores mostrou que havia um espaço enorme a ser ocupado por uma festa que reunisse rap, trap e funk sem os filtros dos grandes festivais tradicionais. A decisão de levar o evento para São Paulo não é casual: é o reconhecimento de que a cidade se tornou o epicentro da música urbana nacional, onde artistas como WIU, Kayblack e Vulgo FK não apenas lotam shows, mas ditam tendências que reverberam para o resto do país. Com RealestK, do Canadá, como ponte internacional, o festival sinaliza que a cena brasileira já não precisa de intermediários para conversar com o mundo.

Ty Dolla $ign e a lógica do headliner global

A escolha de Ty Dolla $ign como headliner diz muito sobre a estratégia do Mad in Brazza. O artista norte-americano, conhecido por colaborações com grandes nomes do hip-hop e R&B contemporâneo, não é um nome de retrospecto — ele representa o momento atual do R&B urbano global, onde as fronteiras entre trap, melodias e production music se dissolvem. Sua presença no cartaz não é apenas uma questão de apelo comercial; funciona como um selo de que o festival entende para onde a música está caminhando, e não para onde estava há cinco anos.

A programação brasileira: entre o repertório consolidado e as apostas de álbum

O que diferencia o Mad in Brazza de outras edições de festivais de rua é a curadoria que privilegia projetos recentes em vez de apenas hits isolados. WIU chega com o repertório de ‘Colapso Global’, o álbum colaborativo com Teto que ganhou um espetáculo próprio ligado ao universo da 30PRAUM — uma aposta visual e sonora que precisará ser adaptada ao formato solo em São Paulo. Yunk Vino está na estrada com a ‘MR. Tour’, seu primeiro álbum de estúdio, e deve trazer ao palco uma experiência mais compacta e noturna. Alee, por sua vez, alterna a intensidade de ‘CAOS’ com as melodias trap soul de ‘PARA: TODAS QUE FINGI AMAR’, mostrando uma versatilidade que poucos artistas do gênero conseguem sustentar em festival.

Kayblack, Vulgo FK e o encontro de gerações que redefine o trap nacional

Kayblack carrega um marco pessoal e coletivo: em junho, atingiu 1 bilhão de streams no Spotify com o EP ‘Contradições’, o primeiro de trap brasileiro a alcançar o feito. No palco do Mad in Brazza, isso se traduz em um repertório que equilibra letras confessionais com faixas construídas para grandes públicos, como ‘Melhor Só’ e ‘Cartão Black’. Ao lado dele, Vulgo FK representa a vertente que aproximou o funk paulista do trap de forma orgânica, com ‘Ballena’ entre as dez mais ouvidas do país. A presença de ambos no mesmo evento abre espaço para encontros e participações que podem definir momentos memoráveis da noite — algo que apenas festivais com curadoria ousada conseguem proporcionar.

Um festival que espelha a fusão de gêneros da nova cena

A presença de DJ Arana, com o álbum ‘Mobile’ produzido inteiramente pelo celular e que mistura funk mandelão com psytrance e tech house, é a prova de que o Mad in Brazza não é um festival de rap apenas — é um festival sobre o que acontece quando a música urbana encontra a eletrônica sem medo de experimentação. MC Kako traz a vertente do funk que dialoga com o rap e o rock dos anos 2000, enquanto 2ZDinizz e Derek representam o lado mais conceitual e lírico da nova geração. Soh Lopez e Amabbi garantem que a programação não fique restrita às vozes masculinas, oferecendo visões distintas do trap e do R&B feminino. No conjunto, o lineup conta a história de um momento em que a música urbana brasileira deixou de ser ghetto para se tornar mainstream — sem perder a raiz.

O que esperar dos shows e o impacto de uma estreia paulistana

O Mad in Brazza em São Paulo ainda não revelou detalhes sobre a organização dos palcos e os possíveis cruzamentos entre artistas, mas o que já está claro é que a edição paulistana tem potencial para se tornar um marco na agenda de festivais da cidade. Com o Novo Anhangabaú como palco — um espaço que já tem história com grandes eventos — e uma programação que fala tanto para quem consome música urbana há anos quanto para quem está chegando agora, o festival se posiciona como uma alternativa relevante no cenário paulistano. A pergunta que fica é: o que vem depois de São Paulo? Se a resposta for mais cidades, o Mad in Brazza pode estar construindo algo maior do que um simples evento — pode estar criando um novo modelo de festival para a música urbana brasileira.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que DJ Arana lançou o álbum ‘Mobile’ inteiramente produzido pelo celular? O disco mistura funk mandelão com psytrance, tech house e drum & bass, e chegou poucos dias antes de sua apresentação no Mad in Brazza.


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— Douglas W.