Malive estreia no Core da Tomorrowland e declara que tocar com o coração é essencial

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Produtor brasileiro faz primeira aparição no palco símbolo do festival belga em 2026, divide set com Carlita e fala sobre o selo próprio Beleza e o futuro da cena nacional.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • malive estreou no palco Core da tomorrowland Bélgica em 2026, marcando sua primeira aparição no festival europeu
  • O produtor brasileiro dividiu um back-to-back com a DJ Carlita no Core e lançou ‘Solar Skin’ no Crystal Garden durante o mesmo fim de semana
  • Malive também revelou o selo próprio Beleza, ao lado de Unfazed, e não descartou a possibilidade de um palco do selo no Tomorrowland Brasil 2027

Malive entrou para a história do Core da Tomorrowland na edição belga de 2026 — e não foi apenas mais uma apresentação de um nome brasileiro no maior festival do planeta. Foi a consolidação de uma trajetória construída com sangue, suor e uma identidade sonora que mistura house music com a alma da cultura eletrônica nacional.

Primeira vez na Bélgica, primeira vez no Core

O produtor, que já é presença fixa no Tomorrowland Brasil, conquistou sua estreia absoluta na edição europeia do festival no primeiro fim de semana de 2026, dividindo o palco com a DJ Carlita em um back-to-back que rendeu não apenas momentos memoráveis, mas também a estreia de Solar Skin nas plataformas digitais. O set aconteceu em meio a nomes pesados como Steve Angello e Fisher, em palcos simultâneos, e ainda assim conseguiu lotar. “A galera veio forte, estava muito cheio. A gente ficou muito feliz com isso”, celebrou Malive.

Para o produtor, a escolha do Core não foi aleatória — o palco carrega uma filosofia de curadoria que ele descreve como quase afetiva. “O Core vem do coração. Se você toca com o coração, eles consideram que você faz parte da história do palco.” Essa lógica emocional coloca o Core como um dos espaços mais simbólicos do festival, especialmente querido pelo público brasileiro, que reconhece na seleção do palco uma validação afetiva, não apenas técnica.

Um reflexo do amadurecimento da cena nacional

O que a presença de Malive no Core revela é um momento de amadurecimento da cena eletrônica brasileira no cenário global. Depois de anos construindo reputação com uma sonoridade que bebe da tradição house mas carrega a identidade tropical e rítmica do Brasil, o produtor deixa de ser apenas um nome em ascensão e se torna protagonista de uma geração que está redefinindo o que significa fazer música eletrônica com raízes nacionais. A parceria com Jonas Blue, que rendeu um hit mundial, e agora o back-to-back com Carlita em um dos palcos mais prestigiados de Tomorrowland mostram que ele não está apenas surfando uma onda de momento — está construindo um legado.

Entre o palco e o próprio negócio

A estratégia de lançar “Solar Skin” durante o próprio festival, no palco Crystal Garden, demonstra uma inteligência cênica rara: usar o evento como plataforma de lançamento cria um ciclo virtuoso entre performance e mercado. Outro ponto que merece destaque é a criação do selo Beleza, ao lado do produtor Unfazed. Em um momento em que artistas independentes lutam contra a dependência de gravadoras para validar seu trabalho, Malive aposta na autogestão como resposta. “A gente ama o que faz, não precisa do selo de ninguém para validar.” Essa postura antecipa uma tendência que já ganha força globalmente: a descentralização do poder na indústria musical eletrônica.

O que esperar de Malive daqui para frente

Com o Tomorrowland Brasil já confirmado para abril de 2027 em Itu, sob o tema “Consciencia”, e Malive sugerindo abertamente a possibilidade de um palco próprio do selo Beleza no festival nacional, o futuro parece promissor. O que fica claro é que o produtor não pretende parar de crescer — e a cena eletrônica brasileira tem mais um nome para observar de perto nos próximos capítulos.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que… o Tomorrowland Brasil, realizado no Parque Maeda em Itu (SP), é considerado uma das maiores edições do festival fora da Bélgica, reunindo centenas de milhares de pessoas e trazendo uma curadoria que equilibra nomes globais com revelações da cena nacional, como é o caso de Malive.


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— Douglas W.