Para o MEDUZA, a Dance Music não precisa ficar restrita a clubes e festivais eletrônicos. É com essa ideia que o trio italiano formado por Luca de Gregorio, Mattia Vitale e Simone Giani chega ao Rock
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⏱️ Em 5 segundos:
- O trio italiano MEDUZA se apresenta no Rock in Rio 2026 no dia 6 de setembro, fechando o palco New Dance Order.
- Com quase 20 bilhões de streams e parcerias com Hozier e OneRepublic, o grupo busca levar a dance music para além do público eletrônico tradicional.
- O formato MEDUZA³, com elementos ao vivo como piano e teclados, promete uma experiência diferente dos tradicionais DJ sets.
O Rock in Rio 2026 vai testemunhar um momento de virada para a dance music no Brasil. No dia 6 de setembro, o trio italiano MEDUZA — formado por Luca de Gregorio, Mattia Vitale e Simone Giani — sobe ao palco do New Dance Order para fechar a programação do festival com uma proposta ousada: provar que a música Eletrônica não precisa mais se esconder em clubes ou festivais especializados para competir no mainstream.
Com uma carreira que começa a ser desenhada em 2019, o MEDUZA surgiu no cenário internacional com o SINGLE Piece of Your Heart, fruto de uma colaboração com os Goodboys que rendeu uma indicação ao Grammy e abriu as portas para um público muito maior que o da pista de dança. Desde então, o trio acumula quase 20 bilhões de streams e uma discografia repleta de parcerias que confundem fronteiras: Becky Hill, Dermot Kennedy, Hozier, OneRepublic e, mais recentemente, Khalid. Essa trajetória não é mera coincidência — é o resultado de uma estratégia consciente de elevar a dance music ao patamar de qualquer outro gênero musical.
“Nosso gênero é como qualquer outro, como rap, funk ou reggaeton. Ele não deveria ser tratado como um nicho, mas considerado em igualdade com tudo que existe no cenário pop”, diz o trio em nota oficial. Essa filosofia explica a presença do MEDUZA em um festival historicamente associado ao rock e ao pop. O Rock in Rio, que já abrigou nomes como Calvin Harris e Alok em edições anteriores, parece finalmente reconhecer que o futuro da música está na fusão, e o MEDUZA está posicionado para liderar essa change.
O que mais chama a atenção nessa nova fase é o formato MEDUZA³, que será apresentado no Brasil. Diferente dos tradicionais DJ sets que marcaram as primeiras aparições do grupo, o MEDUZA³ coloca os três integrantes juntos no palco, misturando discotecagem com piano, teclados, controles MIDI e versões rearranjadas do repertório. É uma aposta no show ao vivo, no improviso e na química do trio, que pode resonar profundamente com um público acostumado a apresentações de banda, e não apenas a um DJ por trás de um booth.
Para reforçar essa transição, o grupo fará uma passagem pelo Brasil com dois formatos distintos: na véspera do festival, Simone Giani fará um DJ set solo no Laroc Guarujá, em São Paulo; no dia seguinte, Luca e Mattia se juntam a ele no Rock in Rio para a experiência MEDUZA³. Essa dualidade permite que o trio teste o público brasileiro em diferentes contextos, algo que, segundo eles, “cria uma atmosfera incrível” e os permite “experimentar e tentar coisas novas”. A residência semanal do grupo no Hï Ibiza, ao lado de James Hype, com o formato Our House, serve de laboratório para essa evolução constante.
Do ponto de vista do cenário brasileiro, a presença do MEDUZA no Rock in Rio sinaliza uma transformação maior: a dance music está deixando de ser um “gênero nicho” para se tornar uma força dominante nos festivais de grande porte. Com a audiência do festival superando milhões de espectadores, o trio tem a oportunidade única de apresentar a house music — e todas as suas variações — a um público que talvez nunca tenha entrado em um club noturno. Se o resultado for positivo, poderemos ver uma nova era de festivais multigênero, onde a eletrônica não é mais o “quarto evento”, mas uma das atrações principais. O MEDUZA, com sua abordagem pop-friendly e sua postura de quebra de barreiras, está bem posicionado para ser o principal beneficiário dessa change.
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