Meduza revela bastidores do show no Tomorrowland e celebra parceria ‘mágica’ com Khalid

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O trio italiano fala à Billboard Brasil sobre a atmosfera única do Freedom Stage, a evolução do som ao vivo e como ‘Weekend’ com khalid se tornou um dos momentos mais especiais da carreira.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • meduza se apresentou no Freedom Stage do tomorrowland 2026 e destacou a atmosfera rave e imersiva do palco coberto
  • O trio italiano lançou o single ‘Weekend’ em parceria com o cantor Khalid, chamando a colaboração de ‘mágica’
  • O grupo comentou a diferença entre sets de DJ e shows ao vivo, enfatizando a jornada envolvente com piano, vocais e luzes
  • A próxima edição do Tomorrowland Brasil está marcada para abril de 2027, em Itu (SP)

O palco se apagou, os LED walls explodiram em padrões orgânicos e três figuras subiram ao Freedom Stage do Tomorrowland 2026 para fazer algo que poucos trios de música eletrônica conseguem com tanta naturalidade: transformar a pista em uma experiência quase espiritual. Foi nesse momento, entre o calor da multidão belga e o clima de euforia que só o maior festival do mundo proporciona, que o Meduza — o trio milanês formado por Luca De Gregorio, Mattia Vitale e Simone Giani — concedeu à Billboard Brasil uma conversa rara, sincera e reveladora sobre onde estão, para onde vão e o que significa criar música eletrônica em 2026.

Desde que explodiram em 2019 com “Piece of Your Heart”, parceria com os britânicos do Goodboys que chegou ao top 2 do Reino Unido e rendeu indicação ao Grammy de Melhor Gravação de Dance, o Meduza construiu uma das carreiras mais sólidas da cena eletrônica contemporânea. Colaborações com Hozier, Dermot Kennedy e OneRepublic, bilhões de streams em plataformas digitais e uma presença fixa nos lineups dos maiores festivais do planeta consolidaram o trio não apenas como produtores competentes, mas como narradores sonoros com identidade própria — algo cada vez mais raro em uma cena dominada por fórmulas descartáveis.

O Freedom Stage, palco coberto por telões de LED que transforma o Tomorrowland em um universo virtual e envolvente, parece ter sido escolhido a dedo pelo trio. “É como entrar em um mundo diferente, completamente distinto de qualquer outro palco do festival”, explicaram os integrantes, destacando a atmosfera rave que o espaço proporciona. Para o Meduza, no entanto, o que realmente muda a dinâmica de uma apresentação é tocar como trio e não como um DJ solo. “O set de DJ é mais direto, você lê a pista e conduz. Mas o show ao vivo é uma jornada constante: tem piano clássico, pessoas cantando, luzes, teclados. É outro clima, muito mais envolvente”, disseram, deixando claro que a transição entre estúdio e palco eleva a proposta artística a outro patamar.

Se o Freedom Stage representa o ápice da performance ao vivo, o single “Weekend”, lançado em julho deste ano em parceria com o cantor americano Khalid, representa o ápice da criatividade em estúdio. “Trabalhar com o Khalid foi um momento mágico”, declarou o trio com visível emoção. “Quando você entra no estúdio com alguém assim, a energia é outra. A gente começou a tocar os acordes e ele começou a cantar por cima — foi especial de um jeito que não dá para explicar. De certa forma ficou mais fácil, mas também muito mais especial.” Essa vulnerabilidade rara em colaborações entre produtores de música eletrônica e vocalistas pop mostra que o Meduza não busca apenas hits comerciais, mas conexões genuínas com a música.

Ao ser questionado sobre como o trio sabe quando uma faixa está pronta para se tornar um hit, Meduza foi surpreendentemente direto: “A gente sente. Quando os três concordam sobre a mesma coisa, sem ficar discutindo se eu prefiro isso ou aquilo, sabemos que é a música certa. Depois, quem decide se vira hit ou não é o público. Mas, se a gente concorda entre nós, já é uma boa canção para nós.” Essa filosofia — priorizar a autenticidade do grupo acima de algoritmos e tendências — é o que diferencia o Meduza de produtores que simplesmente surfam ondas sonoras temporárias. No cenário atual do progressive house, onde o equilíbrio entre acessibilidade pop e identidade dance é cada vez mais difícil de alcançar, o trio italiano parece ter encontrado seu ponto de equilíbrio com uma consistência notável.

O momento do Meduza coincide com uma retomada significativa do interesse global pelo progressive house e pelo big room em contextos mais sofisticados — longe do estereótipo de “festa de arena genérica”. Com o Tomorrowland Brasil 2027 já confirmado para acontecer entre 30 de abril e 2 de maio de 2027 no Parque Maeda, em Itu (SP), o tema Consciencia promete trazer uma edição ainda mais consciente e conectada com o público brasileiro, que é um dos maiores mercados de música eletrônica do mundo. A pré-venda dos pacotes Journey já está em andamento, com ingressos gerais disponíveis a partir de 24 de setembro. Depois dessa conversa, uma coisa é certa: quando o Meduza subir a um palco — seja na Bélgica ou em Itu —, a promessa é de uma jornada que vai muito além de batidas e drops. É música feita com intenção, colaboração e aquela sensação inconfundível de que algo mágico está acontecendo.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que o nome Meduza é uma referência à medusa, a criatura marinha lendária? O trio escolheu esse nome porque, assim como a criatura mitológica, a música deles tem o poder de ‘prender’ e hipnotizar quem a ouve. Além disso, os três membros se conheceram estudando produção musical na mesma escola em Milão, na Itália.


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— Douglas W.