Miley Cyrus anuncia mudança para Atlantic Records e revela detalhes do décimo álbum

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A cantora troca a Columbia Records após cinco anos e adianta que o novo projeto, sem data definida, terá dez faixas inéditas centradas no tema do amor em múltiplas perspectivas.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Miley Cyrus anuncia saída da Columbia Records após cinco anos e assina com a Atlantic Records.
  • O décimo álbum de estúdio terá dez faixas inéditas com o amor como fio condutor, explorando diferentes perspectivas do sentimento.
  • A artista também confirmou o retorno à atuação e pretende colaborar com a cineasta Daryl Hannah em um projeto futuro.

Miley Cyrus anuncia mudança para Atlantic Records e revela detalhes do décimo álbum

A trajetória de Miley Cyrus está entrando em mais um capítulo de transformação. Após cinco anos de parceria com a Columbia Records, a artista oficializou sua migração para a Atlantic Records e, ao estampar a nova edição da revista Wonderland, revelou os primeiros detalhes do que promete ser seu décimo álbum de estúdio — um projeto que, segundo ela, carrega o amor como tema central, mas longe de ser uma história unidimensional.

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Essa mudança de gravadora não surge do nada. Ao longo dos últimos anos, Miley passou por uma intensa reinvenção artística, transitando entre o pop convencional de seus trabalhos iniciais, a explosão experimental de Plastic Hearts e uma fase mais voltada ao country e ao indie. A chegada à Atlantic Records, uma das maiores gigantes do entretenimento musical, posiciona a artista em um novo ecossistema criativo — o que pode significar não apenas uma mudança de infraestrutura, mas uma liberdade produtiva renovada em um momento em que ela parece determinada a se reinventar novamente.

A entrevista concedida à Wonderland — que além de Miley conta com conversas de peso com Dolly Parton, Noah Cyrus, Kelela, Lykke Li, Sky Ferreira, 070 Shake, Towa Bird, Suzanne Vega e Phantogram — revelou que Miley já tinha uma visão muito clara do álbum antes mesmo de entrar no estúdio. Ela definiu previamente a quantidade de músicas, a sonoridade, a identidade visual e elementos estéticos específicos, como a predominância do vermelho e a presença de um chapéu de couro, criando um conceito que serviu como bússola para todo o processo criativo.

“Eu sabia que seriam dez músicas. Já tinha uma ideia da sonoridade, do conceito e da estética visual. Isso me deu um norte muito claro, sem fazer com que o processo parecesse forçado”, afirmou a artista, deixando transparecer um método de trabalho deliberado e estruturado — algo que contrasta com a espontaneidade que marcou seus álbuns anteriores, quando muitas faixas surgiram de momentos de improviso e colaboração orgânica no estúdio.

O tema do amor, segundo Miley, atravessa toda a obra, mas de formas distintas — dos relacionamentos afetivos à relação que construiu consigo mesma ao longo dos últimos anos. “Este disco é uma história de amor, mas histórias de amor nunca são unidimensionais. Há um fio condutor romântico porque ele reflete o momento em que estou vivendo”, declarou. Essa abordagem multifacetada sugere um álbum que pode oscilar entre a vulnerabilidade pessoal e a reflexão mais ampla sobre o que significa amar — o que, se executado com a autenticidade que a artista carrega, pode render um dos trabalhos mais intimistas de sua discografia.

Um aspecto que chama a atenção na entrevista é o retorno explícito de Miley ao universo da atuação. Conversando com a atriz e diretora Daryl Hannah, ela confirmou o desejo de voltar ao cinema e revelou que adoraria trabalhar ao lado da cineasta em um projeto futuro. “Eu realmente adoraria fazer os dois”, disse ao comentar a possibilidade de atuar e dirigir. “Acho que faríamos mágica juntas.” Quando questionada sobre o papel dos sonhos, Miley revelou que gostaria de interpretar uma personagem envolvida em uma grande história de amor — “uma boa e velha tragédia shakespeariana” ou “uma Julieta punk rock” — o que indica uma artista que não se contenta em ser apenas uma cantora, mas que busca reconhecimento como força criativa multidisciplinar.

O que se espera agora é que a Atlantic Records dê vazão a esse ambicioso projeto, que já nasceu com uma identidade visual e conceitual bem definida. Com dez faixas, um tema coeso e uma estética marcante, o décimo álbum de Miley Cyrus pode se tornar um marco na carreira — não apenas pela mudança de gravadora, mas pela maturidade artística que parece permeá-lo. A cena pop aguarda com curiosidade os próximos movimentos de uma artista que, aos poucos, reconquista o protagonismo não pela explosão midiática, mas pela coerência de uma obra que evolui a cada novo ciclo.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Miley Cyrus nasceu com o nome Destiny Hope Cyrus? O apelido ‘Smiley’ surgiu na infância por causa do sorriso marcante da pequena, e foi essa brincadeira que se transformou no nome artístico que conhecemos hoje.


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— Douglas W.