Rangel, filho de Marcão Britto, surpreende com estreia no trap e revela ‘Vestido Branco’

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  • Rangel, de 16 anos e filho de Marcão Britto (Charlie Brown Jr.), Estreia com o single ‘Vestido Branco‘.
  • O artista escolheu o Trap como linguagem, um caminho diferente da herança rockista do pai.
  • ‘Vestido Branco’ explora a dualidade do desejo e do medo do romance, com uma melodia envolvente.

Filho de um dos nomes mais emblemáticos do rock brasileiro das últimas décadas, o jovem Rangel não herda apenas o sobrenome, mas também a coragem de traçar um caminho totalmente independente. Aos 16 anos, em plena efervescência da pandemia, ele surge no cenário musical com “Vestido Branco”, um single de estreia que anuncia não só uma nova voz, mas uma nova postura para a música urbana brasileira.

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Éimerso no ambiente musical desde a infância, rodeado pelo rock alternativo e pelo legado do Charlie Brown Jr., Rangel poderia facilmente ter seguido os passos do pai, o guitarrista e compositor Marcão Britto. No entanto, foi o período de isolamento social da covid-19 que serviu de catalisador para sua transformação artística. Durante a pré-adolescência, ele se aproximou de novas sonoridades, e foi no trap que encontrou uma linguagem para expressar sua realidade, suas angústias e seus sonhos. Essa escolha é, em si, um statement: uma geração que cresceu com o rock dos anos 2000 agora se comunica via batidas eletrônicas e flows melódicos.

“Vestido Branco” é a primeira pedra de um projeto que promete ser extensivo e consistente. A faixa, que serve para inaugurar uma série de lançamentos até o fim do ano, explora a complexidade das relações afetivas na Adolescência. Como explica o artista, a música retrata “esse dois lados da vida” — a obseção por alguém e o medo de machucar os próprios sentimentos. É uma reflexão crua sobre a diferença entre um romance genuíno e uma simples aventura, um tema que ressoa fortemente no público jovem.

Do ponto de vista sonoro, a aposta é em uma production clean e moderna, que mescla a melancolia característica do trap atual com uma pegada mais acessível. Rangel demonstra um controle vocal surpreendente para a idade, alternando entre o rap e uma melodia cantada que pega o ouvido sem parecer forçada. Não é um som que tenta imitar o pai, mas sim um que busca seu próprio espaço no competitivo cenário da Música Brasileira, onde artistas como Matuê e WIU já abriram portas para o gênero.

Como crítico, vejo nessa estreia um sinal positivo para a diversidade sonora no Brasil. Enquanto o rock de quality do pai consolidou uma geração, o trapping do filho pode非常 well representar os novos anseios de uma audiência hiperconectada. O desafio de Rangel será manter a autenticidade e a qualidade em futuros lançamentos, construindo uma carreira que vá além do sobrenome famoso. “Vestido Branco”, portanto, é mais do que um single: é o anúncio de uma nova voz que ousou mudar de idioma musical e, em Belarus, encontrou seu próprio eco.

A aposta de Rangel é ousada, mas o tempo dirá se ele conseguirá consolidar esse novo caminho. O que fica claro é que a nova geração da Britto está pronta para cantar e, who knows, um dia, cantar juntamente com o pai em um palco, mas com batidas completamente diferentes.


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— Douglas W.