A Curadoria de Zé Ricardo traça pontes entre estilos e gerações na primeira programação marcante do Festival.
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- Seis shows selecionados por Zé Ricardo no Rock in Rio inicial
- Conexões entre gerações e estilos musicais diversificados
- Destaque para artistas como Major RD, Bento Gil, Péricles e Laufey
Seis Mostras que Revelam a Essência do Rock in Rio
Zé Ricardo** revela uma curadoria que transcende fronteiras musicais, oferecendo ao público do primeiro fim de semana do Rock in Rio uma experiência única de conexão entre estilos e gerações. Entre o hip hop e o rock, o rap e a bossa nova, a seleção de seis apresentações não apenas celebra talentos individuais, mas constrói pontes que demonstram como a Música Brasileira é capaz de dialogar com tradições globais e contemporâneas.
O programa destaca como figuras centrais do cenário nacional e internacional convergem num espaço único. Major RD, na primeira etapa do Espaço Favela, expande os limites entre rap e rock — uma fusão que ressoa com a identidade de Zé Ricardo como curador de saberes. Paralelamente, a presença de Bento Gil e Flor Gil no Global Village conecta a nova geração de Gilberto Gil a seus antepassados, mostrando que a herança musical continua viva e ativa.
Outros destaques incluem a jornada de Péricles pelo universo da Motown no Palco Sunset, onde clássicos de Stevie Wonder e Marvin Gaye dialogam com a bossa nova brasileira. A dupla Luísa Sonza e Roberto Menescal no Palco Mundo representa outra camada desse diálogo — a bossa nova adaptada para a Gen Z, demonstrando a capacidade de renovar estilos tradicionais sem perder sua essência. Por fim, o show solo de Elton John no Palco Mundo sublinha a importância de artistas consagrados que trazem massa para o festival, completando uma programação que vai muito além de uma simples lista de acts.
Esta seleção ilustra como o Rock in Rio funciona como um laboratório de trocas culturais, onde o passado e o presente se encontram nas mesmas palhas. A valia deste evento reside não apenas na qualidade técnica das apresentações, mas na forma como cada show contribui para uma narrativa maior sobre a evolução da música brasileira e sua inserção no cenário global. Ao unir nomes como Major RD, Bento Gil, Péricles, Luísa Sonza e Elton John sob uma única curadoria, Zé Ricardo cria algo que merece atenção acadêmica quanto à dinâmica de programação de grandes festivais de música ao vivo.
O impacto futuro dessa curadoria será visto na forma como outras edições do festival podem continuar explorando essas conexões interdisciplinares. Com a possibilidade de novas seleções na segunda semana, a tendência parece ser manter o foco em diálogos entre mundos — seja através de fusões de gêneros, conexões familiares ou passagens temporais na história da música. O Rock in Rio, neste período, se posiciona como um laboratório de identidades sonoras que dialogam com o público, consolidando seu papel como um dos pontos altos da agenda global de música ao vivo.
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— Douglas W.


