Ster confirma convite para o AFROPUNK Experience e leva funk erudito ao Terreirão do Samba

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Após EP ‘Prelúdio’ e passagens por desfiles de luxo, carioca sobe ao Terreirão do Samba em noite que promete unir batidas urbanas e violino clássico

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⏱️ Em 5 segundos:

  • ster sobe ao afropunk Experience neste sábado (15) como convidada do psirico, levando ao Terreirão do Samba seu funk erudito misturado com violino.
  • A carioca celebra sua estreia no festival após passagens por lançamentos de Prelúdio, gravações com Ludmilla e desfiles de moda, consolidando uma carreira de fusões ousadas.
  • A apresentação une batidas do funk carioca com a tradição do pagode baiano, em um evento que celebra a negritude e as culturas periféricas globalmente.

Ster sobe ao Terreirão do Samba neste sábado, 15, e transforma o AFROPUNK Experience em palco de uma fusão inédita entre o funk erudito e o pagode baiano. A carioca, conhecida por carregar o violino como extensão de sua identidade musical, faz sua estreia no festival em um convite especial do grupo baiano Psirico, de Márcio Victor.

A trajetória de Ster já é, por si só, um manifesto de fronteiras sonoras. Desde criança, aos oito anos, ela descobriu no violino uma voz própria, e ao longo dos anos aprimorou uma linguagem que mistura as batidas intensas e sincopadas do funk carioca com a riqueza harmônica da música erudita o que lhe valeu o rótulo funk erudito gênero que tem ganhado espaço nas rodas de cultura urbana e nos palcos de maior visibilidade do país.

O AFROPUNK Experience edição que acontece no Rio de Janeiro tem se consolidar como um dos eventos mais importantes para a celebração da negritude e das culturas periféricas em escala global. Trazer uma artista como Ster para o Terreirão do Samba não é apenas um marco de visibilidade para o seu trabalho mas também uma declaração sobre como o evento tem aberto suas portas para influências que vão além do óbvio conectando o afrobeat o samba o funk e agora o pagode baiano em uma mesma noite de celebração.

Nos últimos meses a carreira da Ster tem atravessar diferentes esferas da música brasileira com uma velocidade admirável. Pouco mais de um mês após o lançamento de Prelúdio seu mais recente trabalho onde experimentou a união do funk com arranjos clássicos ela participou da gravação do DVD da cantora Ludmilla pisou em Paris em evento da marca Farm e ainda levou seu violino ao desfile da estilista Helô Rocha durante o Rio Fashion Week. Cada um desses momentos tem contribuído para um perfil artístico cada vez mais versátil posicionando-a como uma das vozes mais interessantes da nova geração de músicos brasileiros que não têm medo de misturar o popular com o erudito.

Do ponto de vista jornalístico e musical o convite do Psirico para o AFROPUNK Experience revela uma tendência clara a quebra de silos entre gêneros que outrora eram considerados distintos. O funk erudito com sua base rítmica urbana encontra no pagode baiano uma naturalidade de swing e cadência que talvez até surpreenda os mais puristas mas que na prática demonstra a fluidez da música brasileira contemporânea. Márcio Victor e o Psirico têm histórico de abraçar novas vozes e sonoridades e Ster traz exatamente essa capacidade de dialogar entre mundos o clássico e o popular o urbano e o simbólico.

Além do espetáculo em si esta apresentação levanta uma discussão relevante sobre o papel do violino e da música de câmara em eventos de música eletrônica e urbana. Em um cenário onde a produção de massa frequentemente recorre a amostras e produções digitais a presença de um instrumento tocado ao vivo com técnica refinada e improvisação traz uma autenticidade que ressoa especialmente em um evento como o AFROPUNK que prega a originalidade e a resistência cultural. A escolha de Ster não apenas enriquece o evento como também desafia a noção de que certos instrumentos ou estilos não cabem em certos contextos provando que a criatividade não tem fronteiras quando há respeito e pesquisa por trás da execução.

Com essa estreia no AFROPUNK Experience o próximo passo natural para Ster parece ser a expansão desse encontro de gêneros para gravações oficiais ou turnês maiores levando o funk erudito a públicos ainda mais amplos. A apresentação ao lado do Psirico pode ser o pontapé inicial para uma série de colaborações inesperadas entre o universo do samba do funk e da música clássica tendência que com certeza ganhará mais força nos próximos meses. Quem assistir ao Terreirão do Samba neste sábado sairá com uma nova percepção do que a música brasileira pode ser quando suas tradições são reimaginadas com ousadia e mestria.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Ster começou a tocar violino aos 8 anos de idade e, desde então, desenvolve o funk erudito, gênero que une batidas do funk carioca com arranjos da música clássica?


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— Douglas W.