Tomorrowland 2026: Mainstage brilhou sem um fogo sequer no céu

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Festival adotou medidas de segurança rigorosas por conta da seca na região e substituiu pirotecnia por um show de luzes e efeitos visuais no palco principal

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Primeiro dia do festival em Boom não contou com pirotecnia no palco principal
  • Decisão foi tomada por autoridades locais devido à seca e temperaturas atípicas na região
  • Organização investiu em papel picado, fumaça colorida e lasers para compensar a ausência dos fogos
  • Sebastian Ingrosso e Martin Garrix encerraram a noite com sets emocionantes

O Tomorrowland começou atípico neste ano de 2026. O primeiro dia do festival, na sexta-feira (17), não contou com os tradicionais fogos de artifício no Mainstage, e essa ausência deve se repetir nos dois fins de semana da edição. Mas, apesar de estarmos diante de uma estrutura imponente, não demos falta deles em nenhum momento. Nem nos picos dos sets, nem no encerramento, que historicamente é o momento mais pirotécnico da noite no palco principal.

A explicação para essa ausência é mais séria do que aparenta à primeira vista. Em 2025, o próprio Mainstage pegou fogo durante os preparativos do festival, o que já havia colocado a organização em estado de alerta quanto ao risco de utilizar pirotecnia perto de uma estrutura construída quase inteiramente com material inflamável.

Neste ano, o motivo foi diferente, mas igualmente preocupante: a região de Boom enfrenta um período de seca intensa, com temperaturas fora do padrão para a época do ano. As autoridades locais, junto com o corpo de bombeiros, decidiram vetar fogos de artifício e qualquer tipo de efeito pirotécnico em todo o festival. Não foi uma escolha criativa da equipe do Tomorrowland, mas sim uma decisão de segurança com a qual o evento precisou se adaptar rapidamente.

Na prática, isso significou apostar mais pesado em tudo que já fazia parte do repertório visual do palco. Canhões de papel picado foram disparados sobre a multidão, colunas de fumaça colorida iluminaram a noite, lasers cortaram o ar e a cenografia entalhada à mão pelo Atelier do Tomorrowland — que passa mais de dois anos desenhando e construindo cada peça do Mainstage, desde o primeiro esboço em 3D até a montagem final no terreno — assumiu o protagonismo. Sem os fogos, era esse conjunto que carregava o clímax das músicas. E carregou muito bem. Ninguém ao redor parecia estar sentindo falta de nada.

Quem fechou a noite ajudou bastante, é justo dizer. Sebastian Ingrosso e Martin Garrix fizeram os últimos sets do Mainstage e não deram trégua: um hit emocionante atrás do outro, gente chorando, gente gritando refrões… aquele tipo de momento que já não depende de fogo nenhum para funcionar. O encerramento do dia no Mainstage, que comumente é o momento em que os fogos de artifício sobem aos céus para finalizar os trabalhos, neste ano ganhou mais luzes e efeitos nos telões de LED da estrutura.

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