Abertura oficial do festival na Bélgica teve set histórico de 1h30 com o DJ brasileiro e uma onda verde e amarela invadindo a frente do palco
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⏱️ Em 5 segundos:
- Vintage Culture abriu o Tomorrowland 2026 com set de 1h30 no Mainstage, transmitido ao vivo pela primeira vez
- Brasileiros lotaram a frente do palco, criando uma verdadeira onda verde e amarela na Bélgica
- Fãs relataram amizades formadas em tempo recorde no camping e uma imersão total na experiência do festival
- Para muitos, a viagem representou a realização de um sonho antigo que exigiu meses de planejamento
Antes mesmo de o primeiro beat soar, já era possível sentir que a abertura do Tomorrowland 2026 seria diferente de tudo. O DJ brasileiro Vintage Culture assumiu o comando do Mainstage com um set de 1 hora e 30 minutos — o primeiro a ser transmitido ao vivo na história do festival — e transformou o palco principal de Boom, na Bélgica, em uma verdadeira extensão do Brasil. Verde e amarelo por toda parte, fãs lotaram a frente da arena e fizeram uma homenagem visceral ao artista que se consolidou como um dos maiores nomes da música eletrônica mundial.
A atmosfera de celebração começou muito antes dos equipamentos de som serem ligados. Dezenas de brasileiros cruzaram o Atlântico com malas cheias de planejamento, acampamentos reservados com meses de antecedência e um único objetivo: viver a experiência do maior festival de música eletrônica do planeta ao som de um representante nacional. Entre eles, Pamela Guimarães, de São José dos Campos (SP), que realizou o sonho de pisar no evento pela primeira vez aos 31 anos. “Foi a realização de um sonho. Faz tempo que eu queria vir e não conseguia. O planejamento foi difícil, mas valeu cada segundo”, contou, ao lado de amigos que viajaram com ela.
A experiência do camping revelou outro lado marcante da comunidade brasileira no festival. Muitos participantes nunca tinham acampado — nem mesmo no Brasil — e se surpreenderam com a infraestrutura e a energia do evento. “É muito bacana começar o dia ali, com o pessoal e a energia que o lugar tem. E a organização é impecável. Você sai do palco e já pode voltar para a barraca”, destacou a diretora de teste de dados que integrava o grupo de Pamela. Enquanto isso, histórias de amizades improváveis surgiam em cada canto do camping: um grupo de mulheres que não se conhecia antes de embarcar na viagem contou que se tornou amigo para a vida toda em questão de horas. “A gente veio separada, encontrou outros brasileiros aqui e viramos amigas. Um dia aqui equivale a um ano, porque parece que já nos conhecemos há muito tempo”, resumiu uma das participantes, ao lado de Weslei Silva, de 33 anos, que mora na Irlanda e não se continha ao gritar “vai, paizão!” para Vintage Culture durante a apresentação.
Larissa Cruz, de 26 anos e moradora de Itu (SP), já tinha vivido a emoção do Tomorrowland Brasil, mas pisar no evento original na Bélgica teve um peso totalmente diferente. “Primeira vez que eu vi o palco de perto. A emoção foi muito grande. Não tenho o que dizer, é um sonho estar aqui”, declarou. Ela veio com um grupo de cinco amigos e, após conhecer outros brasileiros no local, o número de companheiros de aventura multiplicou. A caminhada de 45 minutos da barraca até o palco principal nem assustou — ela riu ao comparar com a distância até sua casa no Brasil: “No Brasil, demora ainda mais. Aqui é tranquilamente acessível”. Com um mainstage praticamente brasileiro no horário de abertura, o Tomorrowland 2026 já começou a escrever mais um capítulo épico na relação entre o país e o maior festival de música eletrônica do mundo.
💡 Você sabia que o Tomorrowland, realizado na pequena cidade de Boom, na Bélgica, atrai mais de 400 mil pessoas ao longo de seus dois fins de semana, e que o Brasil é historicamente um dos países com maior número de participantes, formando uma verdadeira comunidade migrante dentro do próprio festival?


