Zehavi une bouzouki, memórias do Mediterrâneo e eletrônica em Aliya

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Em entrevista ao Vibermix, Zehavi fala sobre a construção de Aliya, a química com Lior Narkis e a missão de transformar raízes familiares em uma eletrônica emocional e sem fronteiras.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Zehavi explica como o bouzouki e as melodias do Mediterrâneo moldaram sua identidade artística.
  • A parceria com Lior Narkis em Aliya mistura influências árabes, idioma e produção eletrônica com foco na emoção.
  • O artista prepara novos lançamentos, colaborações internacionais e uma apresentação ao vivo em evolução.

Zehavi não trata suas raízes como detalhe decorativo. Em sua trajetória, sons árabes, marroquinos, persas, gregos e mediterrâneos aparecem como matéria-prima emocional, capaz de dialogar com a produção eletrônica contemporânea sem perder a força de uma memória familiar.

Em entrevista ao Vibermix, o artista falou sobre Aliya, parceria com Lior Narkis, e explicou como a faixa nasceu da vontade de aproximar idiomas, atmosferas e referências culturais em uma única experiência sonora.

Raízes familiares como assinatura sonora

O ponto de partida de Zehavi está no bouzouki aprendido com o pai ainda na infância. Antes de pensar em estúdio, batidas e camadas de produção, ele já absorvia melodias tradicionais que depois se tornariam parte essencial de sua identidade artística.

Essa ligação afetiva com instrumentos ao vivo ajudou o produtor a desenvolver uma abordagem diferente: a eletrônica não substitui a tradição, mas cria um espaço para que ela circule entre novos públicos. O resultado é uma sonoridade que mistura energia de pista, calor mediterrâneo e melodias carregadas de história.

Aliya como encontro de culturas

A colaboração com Lior Narkis ganhou contornos especiais porque os dois artistas precisaram encontrar equilíbrio entre familiaridade e descoberta. Zehavi buscou unir uma canção em inglês a influências árabes, mantendo a naturalidade da interpretação e evitando que a mistura soasse forçada.

Para ele, o maior teste estava em preservar a emoção. Mais do que apresentar uma fusão de estilos, a proposta era fazer com que qualquer ouvinte, independentemente de origem ou idioma, conseguisse sentir a mensagem da música.

O artista destaca que a resposta do público confirmou essa intenção. Aliya atravessou fronteiras porque funcionou primeiro como sentimento, antes mesmo de ser entendida como uma combinação específica de referências culturais.

Produção, palco e próximos passos

Assumindo funções de intérprete, produtor e cocriador, Zehavi acompanhou cada etapa do processo: melodias, texturas, energia e atmosfera. A faixa se tornou uma extensão de sua visão artística, unindo o lado orgânico da música ao vivo com a precisão da produção eletrônica.

O crescimento nas plataformas digitais e nas redes sociais também reforçou uma relação direta com o público. Zehavi vê essa aproximação como consequência da autenticidade: compartilhar o caminho criativo e pessoal tornou a conexão com os fãs mais intensa.

Agora, o projeto segue em expansão. O artista planeja novos lançamentos, parcerias internacionais e uma apresentação ao vivo em constante renovação, com a mesma missão que guia seu trabalho: transformar tradição, memória e produção moderna em uma eletrônica emocional, aberta e sem fronteiras.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Zehavi aprendeu a tocar bouzouki com o pai ainda criança e, muito cedo, já tocava canções completas no instrumento?