Capixaba recebe certificação nos bastidores do festival e relembra promessa feita ao assinar com a Universal Music.
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⏱️ Em 5 segundos:
- budah recebe certificação de platina por “púrpura” nos bastidores do rock in rio
- Capixaba estreia no festival no Espaço Favela com casa lotada às 15h
- Artista promete: “A gente vai ser gigante” e prioriza turnê antes de novos projetos
Do palco ao número: Budah crava dois marcos em uma só noite
Budah não chegou ao Rock in Rio apenas para se apresentar — chegou para se consagrar. No domingo 6, a capixaba não só estreou no maior festival de música do Brasil como recebeu, nos bastidores, a certificação de platina por “Púrpura”, faixa-título do disco de estreia lançado em 2024. Uma noite que encapsula dois marcos: o palco e o número.
O som que construiu uma carreira
“Púrpura”, parceria com Delacruz e produção de Tibery, faz parte do álbum homônimo de 15 faixas que reuniu nomes como Djonga, Duda Beat, TZ da Coronel, MC Luanna, Thiago Pantaleão, Azzy e Day Limns. O disco, lançado em outubro do ano passado, posicionou Budah como uma das vozes mais consistentes da nova geração do rap nacional com alma R&B — uma mistura que vem ganhando fôlego desde suas batalhas de poesia na adolescência, na Grande Vitória, ES.
Rock in Rio: casa lotada antes mesmo da apresentação
A estreia no Rock in Rio, no Espaço Favela — palco que também recebeu Rael e Xamã — aconteceu às 15h, com público diante do palco antes do horário. Budah acordou às 5h40 para se preparar e, em entrevista à Billboard Brasil, confessou a surpresa: “Eu não esperava tanto. A gente conseguiu lotar o Rock in Rio às 3 horas da tarde”. Além do repertório do primeiro álbum, ela levou ao festival canções de “frequência lunar“, segundo disco lançado em maio, com participações de IZA, Pabllo Vittar, Duquesa, Tasha e Tracie, AJULIACOSTA e Vita.
O que a platina representa na cena
O que torna essa conquista significativa não é só o número — é o que ele representa na trajetória de uma artista que construiu seu nome fora das grandes gravadoras do eixo Rio-São Paulo. Budah carrega a bandeira do Espírito Santo e de uma cena periférica que há anos pede espaço nos principais festivais. A platina de “Púrpura” não é acidente: é o resultado de uma equipe que, nas palavras da própria artista, faz “meu sonho acontecer”.
O risco da velocidade
Há um risco, porém, nessa velocidade. “Frequência Lunar” é um segundo álbum ousado, que amplia a presença do rap no som de Budah sem abandonar o R&B, mas a pressão por novidades — ela mesma diz que “em breve tem coisa nova” — pode apressar uma evolução que merece mais tempo de maturação. A carreira de Budah lembra a de outros nomes que explodiram rápido e precisaram dosar a exposição para não diluir a identidade.
O que vem agora
A turnê de “Frequência Lunar” já passou pelo Cine Joia, em São Paulo, e segue para outros estados. A prioridade declarada é “prolongar a vida do disco” antes de novos projetos — sinal de maturidade. Se a platina de “Púrpura” foi a confirmação de que “a gente vai ser gigante”, o que vem agora precisa ser igualmente estratégico: Budah tem o palco, tem o público, e agora precisa do tempo certo para transformar impulso em legado.
💡 Você sabia que Budah cresceu na Grande Vitória, Espírito Santo, e atribui sua formação musical ao pai e ao avô, ambos músicos, que a criaram ouvindo música todos os dias.
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— Douglas W.


