Vocalista Pelle Almqvist avalia estreia no festival como ‘maior plateia da história’ da banda na América Latina, enquanto mistura humor e rock visceral no Palco Mundo
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⏱️ Em 5 segundos:
- The Hives fizeram sua estreia no Rock in Rio 2026 com show de uma hora e 12 músicas no Palco Mundo
- Pelle Almqvist afirmou que pode ter sido o maior público da banda no Brasil
- Vocalista brincou sobre possível paradeiro de Randy Fitzsimmons no país
O sueco Pelle Almqvist ainda estava processando a dimensão da noite quando falou à Billboard Brasil no backstage do Rock in Rio. Minutos após deixar o Palco Mundo, o vocalista do The Hives ainda calculava números: provavelmente o maior público que a banda já reuniu no Brasil, uma estreia histórica em um festival que acompanham desde a infância. “É um festival lendário. A gente ouve falar do Rock in Rio desde que éramos bebês. É empolgante estar aqui”, resumiu.
O que parecia uma simples apresentação de uma hora, com 12 músicas e alternância entre inglês e português, ganhou contornos de marco na trajetória do grupo. Entre Nova Twins e Rise Against, os suecos mostraram que sabem comandar uma multidão — Pelle pediu gritos, palmas e “mais barulho” com a energia de quem ainda tem 20 anos, embora a carreira já tenha mais de duas décadas. A mistura de trabalhos recentes com clássicos dos anos 2000 funcionou como uma linha do tempo viva do garage rock escandinavo.
O figurino não ficou em segundo plano. Ternos pretos e brancos com detalhes iluminados por faixas de LED fizeram o The Hives ser, sem exagero, a atração mais bem vestida da noite. “Temos esses diferentes ternos pretos e brancos há uns 30 anos. É algo que faz as pessoas pensarem na banda”, explicou o baterista Chris Dangerous. É um dos poucos grupos que mantém uma identidade visual tão consistente sem nunca parecer datado — e isso diz muito sobre a consciência cênica do quinteto.
Mas o grande mistério da noite ficou por conta de Randy Fitzsimmons. Lançado há três anos, o álbum “The Death of Randy Fitzsimmons” traz no título o nome do suposto mentor, empresário e compositor da banda — uma figura que na narrativa oficial desapareceu e morreu. Fora da ficção, Fitzsimmons nunca existiu de verdade, mas Pelle Almqvist, ao ser questionado se o personagem estaria escondido no Brasil “tomando caipirinha e ouvindo Secos e Molhados”, respondeu com um sorriso: “Você sabe muito mais do que eu”. Chris Dangerous manteve a versão oficial: Randy está morto. Afinal, foi por isso que fizeram o disco.
O que este show significa para o cenário atual? O The Hives provou que garage rock pode ocupar o mesmo palco de gigantes como Foo Fighters — que fecharam a noite — sem perder a identidade. Em um momento em que o rock alternativo luta por espaço nas grandes plataformas, a energia visceral da banda sueca cortou gerações. O fato de terem conseguido engajar o público brasileiro, conhecido por ser exigente, é um sinal de que o gênero ainda respira forte fora das bolhas digitais.
Pelle Almqvist não vai embora tão cedo: pretende ver Gilberto Gil no Palco Mundo na segunda-feira, antes de Elton John. “É uma experiência brasileira perfeita”, disse. O que vem depois deste Rock in Rio? Um The Hives renovado, que provou poderes de atração fora da Europa, e um disco novo no horizonte — afinal, passaram-se apenas três anos desde “The Death of Randy Fitzsimmons”. A cena aguarda.
💡 Você sabia que… o The Hives se formou em Fagersta, uma pequena cidade sueca com apenas 11 mil habitantes, e mesmo assim conquistou o mundo com seu garage rock explosivo?
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— Douglas W.


